AS ELEI��ES AUTÁRQUICAS NA GALIZA e PORTUGAL, t�o longe e …t�o perto.
� transmiss�o pela TVG da Xuntanza do PP da Galiza e dos Fraguistas renovados, asoballou-me profundamente, como diria Castelao…
E, ainda n�o recuperei do susto!
Em Portugal, a situa��o política é alarmante. A direita mais reaccionária engatou a marcha atrás acelerada e vem atropelando e destruindo conquistas elementares conseguidas através de lutas ao longo de dezenas de anos.
Paralelamente � extors�o dos direitos, aumentam-se os deveres desde o nível da classe média, até ao dos velhos e indigentes mais espoliados.
Decreta-se que o crescimento dos salários n�o pode ser superior ao da infla��o só que, o indicador que a mede é obtido pelos mixordeiros de servi�o no alambique onde destilam a zurrapa que fabricam ao gosto da tropa fandanga que detém o poder. Chegam, deste modo, a valores adulterados, bem abaixo dos realmente verificados potenciando a descida de nível de vida de quem trabalha.
Por outro lado, tudo o que é Servi�o Público, é privatizado leoninamente regressando �s m�os do grande capital.
O Sistema de Saúde, nem no tempo da ditadura fascista era t�o restritivo e mau: aos velhos, dizem que já ultrapassaram o prazo de validade e, por isso, andam cá a mais. N�o os tratam, para morrerem mais depressa reduzindo, assim, as despesas assim a despesa pública de forma desumana e macabra.
Aos novos, imp�em medicamentos n�o comparticipados e, quanto aos auxiliares de diagnóstico, é cada vez menor a lista dos subsidiados, negando qualquer hipótese � medicina preventiva e tornando a �curativa� a antec�mara da doen�a prolongada e, até quantas vezes, da morte…
O Ensino, está de rastos! Este ano, a data de abertura do ano lectivo do ensino obrigatório n�o foi cumprida: as listas de coloca��o dos professores que deveriam ter sido publicadas no m�s de Maio, ainda n�o est�o completas. O número de professores desempregados ascende �s dezenas de milhar e os que ir�o ainda ser colocados ( cerca de 60 mil ), n�o sabem, nem usando a imagina��o, se v�o ser colocados, quando, como e em que regi�o do país ou, sorte malvada, se ir�o ser atirados para as fileiras do desemprego…
De cada vez que alguém do governo se digna a «explicar»(?!) ou «esclarecer»(?!) o que quer que seja… a desvergonha toca as raias do inimaginável!!!
Quem ainda consegue ter uma atitude critica relativamente aos dislates da pandilha, fica estarrecido com esta cavalgada sem freio, rumo ao abismo!
O Património Nacional é t�o velozmente alienado que se volatiliza antes de actuar na redu��o do défice que n�o para de aumentar.
Contraem-se dívidas externas dando como garantia o ingresso de impostos a arrecadar (??!) em anos vindouros…
As fugas ao fisco, os «off-shore» s�o alvo de carinhosas benesses.
No Euro 2004, o Estado esbanjou recursos que agora fazem falta para tudo.
No noticiário nacional da televis�o, apresentaram uma reportagem acerca da situa��o actual no Vale do Ave que me chocou profundamente: as crises nos t�xteis e cal�ado encerraram unidades produtivas importantes, lan�ando no desemprego uma elevada percentagem da popula��o activa desta zona.
Agora, com a estagna��o da constru��o civil de obras públicas, as institui��es de solidariedade social do Vale do Ave, tiveram quase que duplicar o apoio alimentar e financeiro a famílias que nunca ninguém imaginaria virem a ter que pedir auxílio para sobreviver � fome e suprir necessidades mínimas…
Os meios de comunica��o, nas m�os da direita mais reaccionária, brilham pela efici�ncia na lavagem ao cérebro que invade diariamente os nossos lares.
O branqueamento do Fascismo e a destrui��o de tudo que tem a ver com as conquistas decorrentes da Revolu��o de Abril, s�o as prioridades da banditagem governante
O descaramento e o �-vontade com que dizem e fazem as barbaridades mais torpes, atingem limites só possíveis com a concentra��o do poder em for�as fascisantes que, gozando de total impunidade, actuam livremente…
O actual Governo que muitos teimam em ser o mesmo que Dur�o Barroso chefiou, é uma pústula abocanhando a Democracia Portuguesa.
A ac��o subversiva de duvidosa constitucionalidade que levou o Presidente da República a nomear um primeiro ministro n�o submetido a sufrágio popular, instalou no poder gente sem envergadura moral nem cívica e duma incompet�ncia intelectual e técnica arrepiantes…
O curriculum do chefe do Governo está em conformidade: bon vivant, estrela do jet-set saudosista, mulherengo e especialista em calotes. Depois do buraco que deixou nas contas da autarquia da Figueira da Foz, rumou � de Lisboa onde, prosseguindo a sua actividade de buraqueiro, n�o se contentando em furar o or�amento municipal, lan�ou-se � constru��o de um túnel que ninguém quis, dando � estampa o monumento turístico mas emblemático da Capital: o célebre �Buraco do Santana�!!!
De certeza que Paco Martín, quando escreveu �Das cousas de Ramón Lamote�, nunca imaginaria que aqui t�o perto, neste curruncho � beira mar plantado, também se profeririam discursos sobre entemodelfos e se chegaria ao apuro da produ��o em série de marmolubios indispensáveis no motucontinium dos actos de posse desta bandalhagem….